Sobre o Instituto Mutirão

De um mutirão na Teia Brasil ao instituto que somos hoje

A história do Mutirão começa em 2010, na Teia Brasil, quando um grupo de ativistas, programadores, designers e comunicadores se juntou para fazer a cobertura colaborativa, a identidade visual e a divulgação do encontro. Ocupamos o prédio que hoje é o Porto Iracema das Artes, montamos um telecentro, uma sala de imprensa e uma central de cobertura conectados ao Cinturão Digital do Governo do Ceará. Internet segura e de alta capacidade para todo mundo durante todo o evento.

Foi uma experiência potente. Mostrou que quando fazemos juntos, construímos caminhos mais criativos, solidários e eficientes. A vontade de seguir atuando em rede levou, em 12 de dezembro de 2012, à formalização do Instituto Brasileiro de Políticas Digitais – Mutirão, com o propósito de promover o uso emancipatório das tecnologias, a colaboração em rede e o livre acesso ao conhecimento.

Nova fase e ampliação de pautas (2022)

Em 2022, o Mutirão entra em uma nova fase com a chegada de novos diretores e a ampliação das pautas de atuação:

Thais Andrade assume a Presidência. Produtora cultural com mais de duas décadas de experiência em projetos, produção executiva e coordenação em múltiplas linguagens artísticas, ela traz para o Mutirão um olhar aprofundado sobre música, cultura popular, patrimônio imaterial, povos originários, comunidades tradicionais, territórios periféricos, assentamentos e ocupações.

Sérgio Farias assume a Diretoria de Gestão. Articulador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), ele agrega ao Mutirão trajetórias em projetos ligados à moradia digna, defesa do meio ambiente, agricultura familiar e geração de renda no campo e nas periferias urbanas.

Com essa composição, o Instituto reforça seu compromisso com pautas de gênero, raça, etnia, diversidade cultural, direitos humanos e defesa de territórios e modos de vida em conflito.

O que nos move

Os objetivos do Mutirão não são abstratos. Eles guiam cada projeto, cada parceria, cada decisão que tomamos:

Emancipação e acesso ao conhecimento

Promovemos o uso e a apropriação de tecnologias como ferramentas de emancipação humana, sempre com colaboração em rede e livre acesso ao conhecimento.

Políticas públicas democráticas

Desenvolvemos e apoiamos projetos e políticas públicas de cultura, educação, comunicação, cidadania, economia, tecnologia e meio ambiente que fortaleçam a participação social e a transparência.

Produção de conhecimento situado

Realizamos pesquisas, estudos e compartilhamos conhecimentos que dialogam com cultura, educação, comunicação, economia, meio ambiente, direitos humanos, democracia e valores universais — sempre a partir das realidades concretas dos territórios.

Enfrentamento às desigualdades

Contribuímos para a redução de desigualdades e para o enfrentamento de todas as formas de discriminação: de gênero, raça, etnia, religião, geração, orientação sexual e identidade de gênero.

Fortalecimento de redes e economias solidárias

Apoiamos redes culturais, iniciativas de economia solidária e criativa, cadeias produtivas e arranjos territoriais voltados à circulação solidária.

Defesa de territórios e povos

Estamos ao lado de povos originários, povos de terreiro, quilombolas, comunidades ribeirinhas, tradicionais e periféricas, assentamentos e ocupações na defesa de seus direitos, territórios e modos de vida.

Como atuamos

Nossas ações buscam construir formas mais horizontais, colaborativas e emancipatórias de fazer comunicação, educação e cultura. Atuamos em múltiplas frentes:

  • Consultoria tecnológica e políticas digitais — Apoiamos governos e organizações na construção de estratégias digitais democráticas e transparentes
  • Desenvolvimento e implantação de plataformas — Desenhamos e desenvolvemos sistemas que ampliam participação e acesso a direitos
  • Suporte técnico e formação — Compartilhamos conhecimento técnico de forma acessível, valorizando os saberes de cada território
  • Articulação e mobilização em rede — Promovemos encontros, seminários, debates e eventos que conectam pessoas e organizações
  • Produção artística e cultural — Realizamos curadoria e produção em múltiplas linguagens, com foco em culturas populares e patrimônio imaterial
  • Comunicação e mídias digitais — Criamos estratégias de comunicação que amplificam vozes historicamente silenciadas

Nossa estrutura

O Mutirão é regido por Estatuto Social e tem a seguinte estrutura de governança:

  • Assembleia Geral — órgão máximo de deliberação
  • Conselho Consultivo — apoio estratégico e orientação
  • Conselho Diretor — gestão executiva
  • Conselho Fiscal — fiscalização e transparência

Diretoria atual

A Diretoria tem mandato de três anos e é composta por:

  • Thais Siqueira de Andrade — Diretora-Presidente
  • Paulo Sérgio Farias Gonçalves (Sérgio Farias) — Diretor de Gestão
  • Lucas Pirola Dias — Diretor de Tecnologia
  • Clarisse Castro Cavalcante — Diretora de Projetos

Para mais detalhes sobre a estrutura de governança, visite nossa página de Governança.